segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Chamada para Concurso - parte 3 - O Debate

De 15 de setembro a 15 de outubro acontece o primeiro concurso do Onde está a Oli. Na verdade, o Onde está a Oli. é só um dos blogs promotores da rodada de concurso deste mês, do Mulheres na Rede. Entenda melhor clicando aqui.

Para concorrer a um sling Nana Barriga, basta enviar um comentário a este post respondendo a pergunta que se segue ao debate abaixo. O melhor comentário leva o prêmio :-) Participe!


Debate - Como você escolheu o primeiro livro para o seu filho?

Bom, eu, Luana, sempre gostei de presentear as pessoas. Os mais queridos então, nem se fala :-)
Mas sempre entendi que um
presente, no sentido lato, deve carregar consigo uma parte do presenteador, de forma que o presenteado possa identificá-lo e relembrá-lo.

Quando ainda estava grávida, esperando a Olivia, pedi para a minha mãe vasculhar em seus 'sótãos da memória distante' os meus livros favoritos: todas as lembranças mais extraordinárias de minha infância. Ela separou,
limpou e encaixotou todos eles e com muito carinho os enviou pelos correios. Chegaram aqui em casa numa terça-feira pela manhã, sãos e salvos, depois de terem percorrido mais de 2000 km de avião.

Desempacotá-los foi uma aventura por si só.

Com todo o cuidado, abri a caixa. Ao ver meus livros favoritos, senti-me emocionada. Ao tirá-los da caixa, pude reviver, em imagens nítidas, as agruras e as aventuras de cada personagem. De ilhas perdidas a montanhas encantadas, de ursinhos com música na barriga a meninas reinando com seus narizinhos arrebitados, fui redescobrindo o meu 'tesouro'.

Decerto, me senti presenteando a minha filha da forma que acredito ser a mais bela: oferecendo-lhe uma parte de mim. P
enso que poder oferecer à minha filha as lembranças mais lindas de minha infância seja um verdadeiro ato de amor.

Assim, escolhi os primeiros livros para a minha pequena. Não serão os primeiros que ela lerá, pois são para crianças mais velhas, mas, sem dúvida, são os primeiros que ganhou, com todo o amor da sua mamãe.





E você, como escolheu o primeiro livro para seu filho?

18 comentário(s):

Bianca disse...

Olá Luana!
Que nome lindo hein?!(rs, sou mãe de uma Luana).
Cheguei aqui através da Evellyn e da Ceila. Nossa, que post mais lindo! Muito meigo. Também guardei parte da minha infância para a minha filha. Guardei roupas e bonecas.
Mas o primeiro livro que comprei para a minha filha, eu também estava grávida. Eram aqueles livros acolchoados, e de material usado para fazer bóias. Livros para serem usados no banho. Achei a idéia genial. Comprei uma meia dúzia de livrinhos. Enquanto ela ia "comendo" um livrinho, eu ia mostrando as figuras do outro. Cada livrinho tinha um "tema", como bichos da fazenda, animais domesticáveis, automóveis, brinquendos e o outro não me lembro. Ela amava, e os teve até seus 4 anos, quando resolveu passar para um priminho que ia nascer. Desde então, ela "devora" seus livros, rs.
Voltarei mais vezes.
Grande beijo, Bia

Ceila Santos disse...

Luana, que lindo texto. parabéns pela mãe maravilhosa que lhe preparou esse tesouro que será herdado pela Olivia. Bem, antes de começar essa conversa do primeiro livro, quero agradecê-la por ser um dos blogs Mulheres na Rede e lhe desejar um bom debate por aqui.

O primeiro livro da Malu eu comprei quando completei a segunda semana de gravidez e foi aqueles que tem pequenos contos por dia com calendário do ano inteiro. Mas o livro que ela mais amou quando tinha seis meses é da coleção CMS de abre e fecha com tema animais. Ela com mãozinha de bebê adorava abrir o papelão da moita para achar o leão, ou macaco na bananeira. foi melhor livro que eu comprei pra minha bebê. o livro é pequeno, mas fez a maior magia na nossa vida. Bjkas e bom debate!

luana disse...

Oi Bia!
Que bom receber sua visita! Volte mais vezes sim, iremos adorar!
Achei ótima a idéia dos livrinhos de banho. Eu bem já estava pensando em comprá-los pra Oli ;-)
Parabéns pelo texto.
Beijos e boa sorte!

luana disse...

Oi Ceila!
Que bom receber a sua visita!
Adorei essa idéia do livro "interativo".. que a criança procura, observa, espera e ri :-)
Eu também estou adorando participar desse debate. Estou aprendendo muito e 'pescando' todas as dicas :-D
Parabéns pelo texto!
Beijos e boa sorte :-)

Tê disse...

Poderia um livro escolher seu leitor? Sim. O primeiro livro do meu filhote não foi escolhido por mim e sim, o livro “escolheu ser” de Gabriel.
A história é assim: sempre mudamos muito, meus pais, meus irmãos e eu. Em uma das cidades onde moramos, na década de 80, meu irmão, com seus pequenos 6 anos, tinha um amiguinho, um vizinho, que devia ter seus 4, 5 anos. Era um vai-e-vem de menino, pra cá e pra lá, um na casa do outro, brinquedos emprestados, e livros que iam e vinham. Acontece que, mudamos mais uma vez –como sempre, e dois livros desse amiguinho foram embora conosco.
Muitos anos depois, com toda a modernidade que esse milênio trouxe, reencontro virtualmente o menino, agora já com seus mais de 25 anos, e digo a ele: “sabe que têm dois livros seus, do Monteiro Lobato, na casa dos meus pais?” e ele responde: “sério?!, não acredito!” . Digo que sim, e que os livros serão devolvidos ao “dono” com certo atraso. Ele responde que não, que os livros devem ser dados ao meu herdeiro, para que ele possa ler e se encantar com as maravilhosas histórias daquele autor. “Não”, disse eu. “Façamos o seguinte: um livro ficará com o seu herdeiro, e outro com o meu”. Ele concordou. Ainda não tínhamos filhos, mas, haveríamos de ter, e mais, ofereceríamos o que há de melhor, amor e histórias – que também são formas de amor.
Soube, um ano depois, que ele seria pai de um menino. O meu, chegou há 4 meses.
Os livros... ainda estão encaixotados na casa de meus pais (nesse meio tempo, meus pais mudaram de cidade novamente, e as histórias também). Mas, cada um - livros, meninos “de antes” e os pequenos de agora, espera o grande encontro. “Pedrinhos”, que esse encontro venha logo.
Muitas vezes leio para Gabriel, meu pequeno ‘Pedrinho’.

luana disse...

Oi Teresa! Seja bem vinda!!! Que bom tê-la por aqui, amiga :-)
E que história linda! Monteiro Lobato é mesmo atual sempre! Já passou por tantas gerações e as gerações vindouras só agradecem :-)
Beijos pra ti e pro seu pequeno!

Sam disse...

Deixei comentário no outro post! :S
Mesmo sem precisar do Sling, já comentei lá e abri tópico no Little Readers.
E estou divulgando o concurso lá e no meu blog.
Deixo o convite para vc participar da rede social, criei para trocar idéias com amigas mães que fiz no desabafo de mãe.

Lu Ivanike disse...

Luana, que linda história! De emocionar!
O primeiro livro da Dani foi comprado ainda na gravidez. Mas o primeiro livro lido para ela foi escolhido a dedo e com muito amor e carinho. "Tudo bem ser diferente",de Todd Parr... Escolhi porque, além de muitas outras coisas, sou professora sempre me deparei com diferenças e com a dificuldade que as crianças e adolescentes têm em lidar com essas diferenças. Queria que minha filha entendesse desde pequena que ser diferente é normal, que ninguém é igual. E olhe, a nossa leitura noturna foi tão importante PARA MIM! Sim, porque tive que lidar com situações discriminatórias na escola dela (ela tem sopro no coração, toma Gardenal, usa tampão nos olhos, faz acompanhamento neurológico por um traumatismo craniano que teve quando bebê...) por falta de informação dos educadores. E esse continua sendo nosso livro preferido!

luana disse...

Olá Sam e Lu Ivanike, sejam muito bem vindas!
Sam, obrigada pelo convite. Com certeza passarei lá já já :-D
E Lu.. que história linda! A discriminação é mesmo impiedosa. Mas a informação é a adaga que aniquila com esse ciclo de não aceitação (ou pseudo-aceitação, que é ainda pior). Achei muito legal o seu depoimento. Inclusive, bem vou procurar esse livro pra Olivia. É desde cedo que aprendemos a respeitar as pessoas! É isso aí :-) Abraços, meninas!

Michelle Müller disse...

Báh Luana que história linda... guria tô tri emocionada com as tuas palavras, falam diretamente ao meu coração!
Bom cheguei até aqui lá pela rede Little Readers, e me encantei com o teu blog e com a tua pequena Olívia, linda menina tu tens! Parabéns!
Bom agora a maneira como escolhi os primeiros livros do Henrique (o meu guri) também buscam um resgate da minha infância, pois mesmo diante da impossibilidade de ter os meus exemplares, comprei no mesmo dia que descobri a gravidez, quatro livros do Érico Veríssimo para crianças que eu tinha quando criança e que me encantaram demais e continuam encantado até hoje! O livro preferido de Henrique é "As aventuras do avião vermelho" que eu leio para ele desde que ele estava na barriga, fico muito emocionada de ver como ele se encanta com a mesma história que me fazia vibrar anos e anos atrás.
estrelinhas coloridas pra ti...
Mi Müller

Darlana Godoi disse...

O primeiro livro do meu filho não foi um livro infantil, quando descobri que estava gravida resolvi reler o pequeno principe para meu bebe, ainda na barriga, procurei o meu exemplar e não encontrei, então este foi o primeiro livro que comprei para ele, li várias vezes para ele na barriga e outras muitas vezes depois que ele nasceu. O exemplar comprado na gravidez também sumiu e há uns dois anos atrás enconteri em uma feira de livros um exemplar em miniatura. Meu garoto hoje com doze anos carrega o livro para todo canto, é a paixão dele. Nestes doze anos criei um devorador de livros que lê de tudo, de quadrinhos a Guimarães Rosa.

luana disse...

Oi Mi! Bem vinda!!!
Achei lindo isso de vcs dois, vc e seu filhote: "fico muito emocionada de ver como ele se encanta com a mesma história que me fazia vibrar anos e anos atrás".
E é exatamente o que eu queria com a minha pequena. Foi por isso que pedi pra minha mãe mandar os meus livrinhos e tudo... Ahh.. acho que me emcionaria demais se a visse sonhando com os vestidos lindos e encantados das meninas que se arrumavam pra festa em 'A montanha encantada' por exemplo :-D
E se ela sofresse junto as desventuras do 'Urso com música na Barriga' então... Através desses pequenos a gente revive tantas emoções, né ;-)
E olha que Olivia ainda é um bebêzinho, hein.. Hehehe
Beijos, querida!

luana disse...

Oi Darlana! Seja bem vinda ao blog, você também! Que depoimento bacana! E que barato que o seu pequeno (agora rapaz) adora ler! É mesmo uma delícia! A gente viaja nas palavras... imagina, inventa, se encanta! PArabéns, viu?! Olivia chega lá ;-)
Beijocas!

DOCEDELEITE disse...

Seu texto me trouxe muitas lembranças...

Minha relação com os livros é antiga: antes mesmo de desvendar a então secreta simbologia das letras, já me apaixonara por estes objetos mágicos.

Como toda criança que ainda não aprendeu a ler eu amava os livros pelas figuras, pelas cores, pelo mundo que ocultavam como portais para o planeta imaginário de seus personagens.

Naquele tempo eu vivia a suplicar que lessem para mim, e até que conseguisse convencer alguém, tentava descobrir, apenas olhando as figuras, a história do que eu via, criando enredos e desfechos novos.

Não consigo me lembrar do meu primeiro livro, havia muitos deles em nossa casa, mas recordo até da roupa que estava usando, no dia em que cruzei a porta de uma papelaria, para comprar o primeiro livro de meu filho em gestação.

Era um livro de bebês, para registro de seus momentos especiais. Um livro encantador com fotos lindas de crianças em situações inusitadas, fotografadas pela australiana Anne Geddes. Na capa havia a foto de pezinhos minúsculos, de recém-nascidos. Lembro também de ter esperado horas até chegar em casa e poder desfrutar do deleite de curtir cada foto e ficar tentando ver o semblante do meu pequeno menino nos traços daquelas criancinhas fofas. Teria olhos como o deste? Ou cabelinhos assim?

Depois do primeiro livro, vieram muitos outros, volumosos, ou fininhos, todos de histórias que ele adora ouvir até hoje, aos nove anos, deitado comigo em nossa rede azul.

Dizem que somos parecidos. Meus contornos se reproduzem e se repetem naquele rostinho tão amado. Mas em nada ele se parece tanto comigo, do que nesta relação de encantamento perpétuo com os livros, na avidez com que nossos grandes olhos castanhos os procuram nas prateleiras das livrarias, nossas lojas favoritas.

Luana disse...

Oi Iolandinha, querida! Que bom tê-la por aqui! E que texto lindo! O primeiro livro do seu pequeno foi um para guardar as recordações? Achei lindo isso.. tão cheio de esperança e carinho.É quase como se a mãe, que espera seu nenê, anunciasse pro mundo inteiro, e para si mesma, que cresce nela, a cada dia, a esperança de um mundo melhor. Abraços pra ti e beijos no pequeno!

Augusta/CE disse...

Eu sempre gostei muito dos mistérios da vida, do desconhecido, dos segredos, dos enigmas, dos encantos, da fantasia. Os livros escolhidos traziam contos de fadas com príncipes e rainhas que sempre a mim chamavam mais atenção. O título deste, não lembro mais. Também, quanto tempo já se passou!...
Naquela época a leitura era somente nos livros didáticos do colégio e leitura era para os intelectuais, porque os livros eram muitos caros nem todos tinham acesso a eles. Os livros tidos como paradidáticos era a “Crestomatia da Língua Portuguesa”, que era um livro editado em 1938, que continha textos de caráter cívico. Livros de conhecimento e passatempos era “O Tesouro da Juventude” que continha jogos e adivinhações. Muito legal!
Mas voltando 30 anos atrás, o livro que eu presenteei para minha filha, que, para a época, tido como moderno, era um que muito me encantava até pela sua apresentação. Quando minha filha com a sua mãozinha puxava a página central se descortinava um grande castelo encantado, sombrio, melancólico, onde era rodeado por um bosque, (ou seria uma floresta)? no alto de uma colina (ou era montanha)? com uma estrada longínqua que lhe dava acesso até a entrada do castelo ou era um palácio?. No caminho via-se um mensageiro montado em seu cavalo, levando consigo à mão um papiro em forma de canudo, trazendo notícias do reino do país vizinho. Minha filha ouvia a estória que ia se descortinando, com muita atenção, pois o livro era permeado de figuras coloridas de príncipe em seu cavalo branco e uma bela princesa que se vestia com lindas roupas enfeitadas. Um dos seus vestidos continha o colorido do mar com todos os seus peixinhos, o outro do céu com todas as estrelas e mais outro da floresta com todos os pássaros. De um colorido sem dimensão. O rostinho de minha filha acompanhando a estória tinha aquele deslumbramento como que descobrindo um mundo novo, irreal, o coraçãozinho a mil, impagável a singeleza das coisas pequenas, mas com tudo isso a cada livro que ela ganhava sentia mais vontade de ler de conhecer de descobrir, de saber, chegando ao ponto de quando ganhava um livro novo a primeira coisa que fazia era cheirar suas páginas com cheirinho gostoso “de novo”. Ah! Só sei que o príncipe e a princesa foram felizes para sempre.

Augusta/CE disse...

Eu sempre gostei muito dos mistérios da vida, do desconhecido, dos segredos, dos enigmas, dos encantos, da fantasia. Os livros escolhidos traziam contos de fadas com príncipes e rainhas que sempre a mim chamavam mais atenção. O título deste, não lembro mais. Também, quanto tempo já se passou!...
Naquela época a leitura era somente nos livros didáticos do colégio e leitura era para os intelectuais, porque os livros eram muitos caros nem todos tinham acesso a eles. Os livros tidos como paradidáticos era a “Crestomatia da Língua Portuguesa”, que era um livro editado em 1938, que continha textos de caráter cívico. Livros de conhecimento e passatempos era “O Tesouro da Juventude” que continha jogos e adivinhações. Muito legal!
Mas voltando 30 anos atrás, o livro que eu presenteei para minha filha, que, para a época, tido como moderno, era um que muito me encantava até pela sua apresentação. Quando minha filha com a sua mãozinha puxava a página central se descortinava um grande castelo encantado, sombrio, melancólico, onde era rodeado por um bosque, (ou seria uma floresta)? no alto de uma colina (ou era montanha)? com uma estrada longínqua que lhe dava acesso até a entrada do castelo ou era um palácio?. No caminho via-se um mensageiro montado em seu cavalo, levando consigo à mão um papiro em forma de canudo, trazendo notícias do reino do país vizinho. Minha filha ouvia a estória que ia se descortinando, com muita atenção, pois o livro era permeado de figuras coloridas de príncipe em seu cavalo branco e uma bela princesa que se vestia com lindas roupas enfeitadas. Um dos seus vestidos continha o colorido do mar com todos os seus peixinhos, o outro do céu com todas as estrelas e mais outro da floresta com todos os pássaros. De um colorido sem dimensão. O rostinho de minha filha acompanhando a estória tinha aquele deslumbramento como que descobrindo um mundo novo, irreal, o coraçãozinho a mil, impagável a singeleza das coisas pequenas, mas com tudo isso a cada livro que ela ganhava sentia mais vontade de ler de conhecer de descobrir, de saber, chegando ao ponto de quando ganhava um livro novo a primeira coisa que fazia era cheirar suas páginas com cheirinho gostoso “de novo”. Ah! Só sei que o príncipe e a princesa foram felizes para sempre.

Luana disse...

Olá Agusuta,
seja bem vinda ao site!
Parabéns pelo seu texto e relato. Lindos mesmo!
Boa sorte e... Volte sempre para nos visitar!!!